Infiltração em cobertura: causas e responsabilidade
Por que as infiltrações em cobertura são tão comuns?
As coberturas de edificações estão permanentemente expostas às intempéries — chuva, variação de temperatura, raios UV e vento. Com o tempo, as impermeabilizações se deterioram, os rufos se desprendem e as juntas de dilatação perdem a vedação.
O resultado são caminhos preferenciais para a água penetrar na estrutura, causando danos progressivos que, se não tratados, comprometem a integridade estrutural do edifício.
Os 4 tipos mais comuns de infiltração em cobertura
1. Falha na impermeabilização
A manta asfáltica, quando não aplicada corretamente ou após anos sem manutenção, desenvolve trincas e bolhas que permitem a penetração de água. Essa é a causa mais frequente em coberturas planas.
2. Falha nos rufos e calhas
Rufos mal posicionados ou oxidados criam frestas por onde a água entra lateralmente. Calhas entupidas por folhas e detritos provocam o transbordamento da água sobre as paredes.
3. Trincas na laje de cobertura
Movimentações estruturais, variações térmicas intensas e recalques podem abrir fissuras na laje. Essas trincas funcionam como canais diretos para a água até as unidades inferiores.
4. Falhas nas juntas de dilatação
As juntas de dilatação existem precisamente para absorver as movimentações da estrutura. Quando o material de vedação envelhece, essa proteção é perdida.
Quem é responsável em um condomínio?
A responsabilidade é do condomínio quando a infiltração tem origem em área comum (cobertura, laje de cobertura, rufos, calhas). O síndico tem o dever legal de providenciar o conserto e ressarcir os danos causados às unidades afetadas.
Apenas quando a infiltração tem origem exclusivamente dentro da unidade autônoma (como uma falha em um deque privativo do último andar), a responsabilidade é do condômino.
Como o laudo técnico protege o condomínio
A perícia técnica especializada identifica com precisão a origem da infiltração, documenta-a por meio de ensaios e fotografias, e define claramente as responsabilidades. Isso é fundamental tanto para a resolução amigável do conflito quanto para eventuais demandas judiciais.
Um laudo bem elaborado evita reformas erradas e disputas judiciais desnecessárias, além de garantir que a solução adotada seja tecnicamente correta e definitiva.
